Mas realizamos a leitura do livro: Uma Didática para a Pedagogia Histórico-Crítica, do autor João Luiz Gasparin. A leitura é bastante enriquecedora para expandirmos os nossos conhecimentos em relação a didática.
Bom dia! Começamos a noite muito bem cantando: Ciranda da Bailarina!
Na aula desta quinta feira, a professora Vera iniciou a discussão sobre o texto do José Carlos Libâneo - Tendências Pedagógicas na Prática Escolar.
Porém, tivemos o enorme prazer de receber a Banda Sinfônica Municipal de Bauru no Anfiteatro Guilherme R. Ferraz, mais conhecido como "Guilhermão" da Unesp.
Sendo assim, continuaremos a discussão do texto na próxima aula.
Pois como disse o nosso magnífico William Shakespeare: "O homem que não tem a música dentro de si e que não se emociona com um concerto de doces acordes é capaz de traições, de conjuras e de rapinas."
Foi uma linda e maravilhosa apresentação da Banda Sinfônica que encantou a todos!
Até mais!
Foto tirada pela integrante da Equipe: Roberta Nakadakari.
Iniciamos a aula cantando a música: Borboletinha Está na Cozinha!
Logo, a nossa Equipe Educando declamou o seguinte poema:
Educar Nos Três Tempos
Arthur da Távola
Eu educo hoje,
com valores que recebi ontem,
para as pessoas que são o amanhã.
Os valores de ontem, os conheço,
os de hoje, percebo alguns,
os de amanhã, não sei.
Se uso só os de ontem, não educo: complico.
Se uso só os de hoje, não educo: condiciono.
Se uso só os de amanhã, não educo: faço experiências.
Se uso os três, sofro, mas educo.
Por isso, educar é perder sempre, sem perder-se.
Educa quem for capaz de fundir o ontem,
o hoje e o amanhã.
O amor e o livre-arbítrio sejam as bases.
Educa quem for capaz de dotar os seres dos elementos
da interpretação dos vários PRESENTES que lhes surgirão.
Repletos de PASSADOS em seus FUTUROS.
Em seguida, fizemos a leitura do texto: “Bases Teóricas da Educação, da professora Adriana Josefa Ferreira Chaves”. A professora contribuiu muito para a elaboração do curso de Pedagogia.
Abaixo segue um fragmento do seu texto para ilustrar a maravilha que é:
“(...) o homem não se faz humano naturalmente: ele não nasce sabendo ser humano, isto é, sabendo sentir, pensar, agir, avaliar. Para se tornar humano o homem precisa aprender, ser educado, humanizar-se e é este o grande objetivo da educação.”(ADRIANA J. F. CHAVES, p. 57)
Lindo não é?!
Após a explicação do conteúdo em sala de aula pela Professora Vera, foi proposta a seguinte atividade:
Individualmente, escolher uma cena dos seguintes filmes, "Patch Adams - O Amor é Contagioso" ou "Sociedade dos Poetas Mortos" ou do clipe "Another Brick In The Wall - Pink Floyd" e indicar qual a concepção filosófica que prevalece. Portanto, abaixo segue a cena que cada integrante da equipe escolheu:
Daniely Costa Carvalho: Ao analisarmos o vídeo e a letra Another Brick in the Wall, da banda Pink Floyd, podemos observar a representação das relações de poder nas atitudes de um professor ortodoxo, ditador, hostil e sarcástico frente aos seus alunos e a reação dos mesmos, que têm consciência de sua cidadania e fazem valer os direitos humanos.
A letra da música leva o leitor ao ambiente escolar nos anos setenta onde a postura do educador é desprovida de valores éticos, chegando a ser violenta e ameaçadora quando suas ideias são contra-argumentadas ou desprezadas.
Aos dois minutos e trinta segundos desse clipe, observamos diversos alunos enfileirados e robotizados, rumo às carteiras da homogeneização, cujo o intuito é criar tijolos para o grande muro do sistema controlador. Não precisamos de nenhum controle de pensamento De nenhum sarcasmo sombrio na sala de aula Professor, deixe essas crianças em paz No final, isso é apenas mais um tijolo no muro
Difundir a ideia de que a obtenção de disciplina requer a política do silêncio, da submissão e do medo, onde o professor é absoluto; os alunos os que não sabem; o professor é o que atua; os alunos, os que têm a ilusão de que atuam; o professor é o sujeito do processo; os alunos, meros elementos robotizados, têm formas erradas de pensar. A sala de aula é um lugar de total interação professor /aluno e Freire (1998, p. 25) corrobora isso quando diz que não há docência sem discência e, apesar das diferenças entre ambos, não devem ser vistos como objeto um do outro.
PALAVRAS-CHAVE: Música, Educação, Relações de Poder e Exclusão.
Another Brick in the Wall, da banda Pink Floyd.
Karina Torres Machado: O filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, de Peter Weir, possibilita-nos conjecturar as concepções educacionais veiculadas e utilizadas na década de 50, nos Estados Unidos, forçando-nos refletir sobre algumas concepções educacionais, descritas a seguir.
A primeira prática educacional apresentada, já nas primeiras cenas do filme, remete-nos aos conceitos e pressupostos da escola tradicionalista, quer pelo regime disciplinar imposto, pela excessiva carga ritualística vista na recepção dos alunos, na disciplina exigida na estruturação das salas, na transmissão dos exercícios e dos conhecimentos de alguns docentes, logrando assim o pomposo e orgulhoso título de excelência de ensino por ser o “berço dos futuros líderes da América”.
Os professores, homens, em sua maioria ou até a apresentação de John Keating (Robin Williams), detêm os papéis de centralizadores do conhecimento e de disciplinadores da turma, por meio de ensino pautado na repetição e memorização do saber transmitido, promovendo a competição entre os alunos para a obtenção do melhor resultado.
A instituição escolar, sob as égides do diretor, orgulha-se de seu sistema ortodoxo, formal, conversador, desvinculado do mundo e das necessidades educacionais de cada integrante ou de cada turma e do prestígio que possui na sociedade.
No entanto, todo rigor e tradição são rompidos com as aulas e a postura do professor John Keating, que entra assoviando em seu primeiro dia de aula e aos poucos com o lema latino “carpe diem” desconstrói o saber e o agir dos alunos, conduzindo-os a apreensão do momento, com uma aprendizagem mais significativa em espaços não convencionais, de recepção e estímulo, propiciando assim, um ambiente democrático, como pregava as concepções da Escola Nova.
As aulas do professor vão reafirmando e redimensionando a identidade dos discentes ao passo que os insere num contexto de argumentação, refutação, criação, elementos que geram uma afetividade e um respeito recíproco que desperta o deleite.
Neste cenário, a cena que mais nos despertou atenção foi quando John soube respeitar o tempo do aluno e não o repreendeu por não ter feito a tarefa – elaboração do poema -, ação pouco difundida em nosso cotidiano institucional – é claro que nem todos alunos são comprometidos como o do filme -, talvez pela inexistência de confiança e respeito. Além de respeitar seu momento, John concede-lhe credibilidade para continuar.
As atitudes e o fazer de John mostra-nos que ao professor compete revolucionar o seu ensino e que, o ensino-aprendizagem dependem do seu querer, do seu fazer, do seu planejamento e, principalmente, do saber respeitar e conhecer seu aluno, para que possa, por meio de um objetivo comum, humanizá-los, com a prática de um ensino que respeite a individualidade e os interesses dos alunos, visto como descoberta das suas próprias iniciativas, em que a sala de aula seja vista e funcione como um laboratório democrático que responderá as necessidades reais, ideias dos estudantes.
Sabrina Simone de Chico: A cena escolhida foi a do filme “Sociedade dos Poetas Mortos”. (37:03 a 38:34 minutos)
Em relação ao filme pude constatar algumas concepções filosóficas não críticas e a filosófica crítica.
Mas a cena de minha escolha, que mais me chamou a atenção, foi quando o personagem de Robin Williams, o professor Sr. Keating subiu na mesa da sala de aula e incentivou os alunos a subirem também, dizendo que devemos enxergar as coisas de um modo diferente. Quando ler um livro não é para apenas considerar o que o autor acha, mas o que nós achamos. Devemos olhar ao nosso redor e reagirmos conforme for necessário e não ficarmos submissos e acomodados. Precisamos nos lançar e descobrir novos horizontes.
A partir desse insight, dá o sinal para a troca de aula e o professor pede para cada aluno trazer na próxima aula um poema com a autoria deles, um trabalho original. Todos os alunos reclamam, mas vejo grande importância neste trabalho, necessitamos dessa linguagem ressaltada pelo professor, inovando a individualidade à credibilidade de cada educando.
Os métodos de ensino não podem prevalecer no âmbito tradicional e autoritário, precisamos orientar que os alunos aprendam a pensar por si mesmos, sejam críticos e tenham o conhecimento para uma democracia verdadeira, nunca esquecendo que o contato afetivo é a relação adequada para professor/aluno.
Portanto o filme e a cena nos faz perceber a extraordinária importância do professor diante dos alunos. Como educadores devemos instigar a formação dos cidadãos. Sendo assim, essa cena é uma concepção filosófica crítica, pois inventar, criar, argumentar, praticar o livre-arbítrio também é papel do aluno.
Nesta aula fizemos a leitura coletiva e a discussão do texto da Vera Maria Candau e da Isabel Alice Lelis, com o título “A Relação Teoria-Prática na Formação do Educador”.
Muito importante para termos uma visão de unidade quanto a teoria e a prática para a formação do educador, é impossível elas se separarem.
A nossa aula não foi presencial, porém, realizamos a leitura do livro: “O Bom Professor e sua Prática, da autora Maria Isabel da Cunha”, onde quiséssemos.
Essa leitura nos proporcionou desvendar o bom professor e com isso responder a seguinte pergunta: O que é ser um bom professor?
Muito interessante, pois trata desde os primórdios da Didática, destacando o surgimento da palavra na Grécia antiga. Sendo estabelecido por dois educadores, Comênio e Ratíquio.
Com essa leitura, o filme “Como Estrelas na Terra” e as nossas memórias sobre a didática da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, discutimos e relatamos o seguinte:
Existe uma grande variedade nas metodologias que cada integrante relembrou durante a vida escolar.
Todas tiveram o modelo tradicional, com professores autoritários, que preferiam a sala de aula com as carteiras enfileiradas. Alguns professores usavam a palmatória, chamavam os educandos de burro, chegavam até a tacar o apagador no aluno. Realmente era traumático para as crianças.
Como método de ensino, os professores faziam chamada oral, principalmente de tabuada; pedia leitura em voz alta, questões passadas na lousa para decorar que caíam na prova... Enfim, era bem diversificado, mas promovendo pouco estímulo nas crianças. Sendo que o filme mostrou bem isso, a autoestima da criança vai lá embaixo!
Porém, também percebemos que a didática progressista e criativa fez parte da nossa integração escolar. Com aulas expositivas, em que nós alunos, ganhávamos a cena; aulas dramatizadas, teatrais, extraclasse, aula-passeio com visitas em museus, teatros, praças públicas, zoológicos...
Observamos que o fazer docente, pedagógico, influencia o ser do aluno e as lembranças que este levará para a sua vida, como mostra o filme assistido.
Levamos em consideração que a dislexia descoberta no aluno do filme não foi o que o salvou, mas sim a metodologia que o professor substituto utilizou para ensiná-lo.
O filme deixa bem claro a importância e o poder de transformação dos professores sobre os alunos!
Iniciando o 2º ano de Pedagogia, daremos continuidade ao nosso blog com a metodologia de Aprendizagem Cooperativa. A disciplina deste semestre é a: Prática de Ensino - a Didática na Práxis Pedagógica; lecionada pela professora Vera Lucia Messias Fialho Capellini, realizada todas as quintas-feiras!
Podemos destacar que o conteúdo da disciplina consisti na “arte de ensinar”, pois a didática é uma área em constante transformação, não tem como finalidade ficar pronta e acabada!
É com enorme prazer que recebemos quatro novas integrantes na nossa Equipe Educando! Sejam super bem vindas: Ana Clara Santos, Ariane Zenatti, Jocelaine Ferreira e Karina Torres Machado!
Como atividade para realizar em casa, ficamos de assistir ao filme: “Como Estrelas na Terra”.
Quem tiver a oportunidade assista, pois é um material divino e encantador: