sexta-feira, 22 de maio de 2015

Aula do dia 21/05/2015 - Bases Teóricas da Educação.

Bom dia!

Iniciamos a aula cantando a música: Borboletinha Está na Cozinha!



Logo, a nossa Equipe Educando declamou o seguinte poema:


Educar Nos Três Tempos
Arthur da Távola

Eu educo hoje,
com valores que recebi ontem,
para as pessoas que são o amanhã.
Os valores de ontem, os conheço,
os de hoje, percebo alguns,
os de amanhã, não sei.
Se uso só os de ontem, não educo: complico.
Se uso só os de hoje, não educo: condiciono.
Se uso só os de amanhã, não educo: faço experiências.
Se uso os três, sofro, mas educo.
Por isso, educar é perder sempre, sem perder-se.
Educa quem for capaz de fundir o ontem,
o hoje e o amanhã.
O amor e o livre-arbítrio sejam as bases.
Educa quem for capaz de dotar os seres dos elementos
da interpretação dos vários PRESENTES que lhes surgirão.
Repletos de PASSADOS em seus FUTUROS.


Em seguida, fizemos a leitura do texto: “Bases Teóricas da Educação, da professora Adriana Josefa Ferreira Chaves”. A professora contribuiu muito para a elaboração do curso de Pedagogia. 

Abaixo segue um fragmento do seu texto para ilustrar a maravilha que é:

“(...) o homem não se faz humano naturalmente: ele não nasce sabendo ser humano, isto é, sabendo sentir, pensar, agir, avaliar. Para se tornar humano o homem precisa aprender, ser educado, humanizar-se e é este o grande objetivo da educação.” (ADRIANA J. F. CHAVES, p. 57)

Lindo não é?!

Após a explicação do conteúdo em sala de aula pela Professora Vera, foi proposta a seguinte atividade:
Individualmente, escolher uma cena dos seguintes filmes, "Patch Adams - O Amor é Contagioso" ou "Sociedade dos Poetas Mortos" ou do clipe "Another Brick In The Wall -  Pink Floyd" e indicar qual a concepção filosófica que prevalece. Portanto, abaixo segue a cena que cada integrante da equipe escolheu:

Daniely Costa Carvalho: Ao analisarmos o vídeo e a letra Another Brick in the Wall, da banda Pink Floyd, podemos observar a representação das relações de poder nas atitudes de um professor ortodoxo, ditador, hostil e sarcástico frente aos seus alunos e a reação dos mesmos, que têm consciência de sua cidadania e fazem valer os direitos humanos.
A letra da música leva o leitor ao ambiente escolar nos anos setenta onde a postura do educador é desprovida de valores éticos, chegando a ser violenta e ameaçadora quando suas ideias são contra-argumentadas ou desprezadas.
Aos dois minutos e trinta segundos desse clipe, observamos diversos alunos enfileirados e robotizados, rumo às carteiras da homogeneização, cujo o intuito é criar tijolos para o grande muro do sistema controlador.

Não precisamos de nenhum controle de pensamento 
De nenhum sarcasmo sombrio na sala de aula 
Professor, deixe essas crianças em paz
No final, isso é apenas mais um tijolo no muro

Difundir a ideia de que a obtenção de disciplina requer a política do silêncio, da submissão e do medo, onde o professor é absoluto; os alunos os que não sabem; o professor é o que atua; os alunos, os que têm a ilusão de que atuam; o professor é o sujeito do processo; os alunos, meros elementos robotizados, têm formas erradas de pensar. A sala de aula é um lugar de total interação professor /aluno e Freire (1998, p. 25) corrobora isso quando diz que não há docência sem discência e, apesar das diferenças entre ambos, não devem ser vistos como objeto um do outro.
PALAVRAS-CHAVE: Música, Educação, Relações de Poder e Exclusão.

Another Brick in the Wall, da banda Pink Floyd.


Karina Torres Machado: O filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, de Peter Weir, possibilita-nos conjecturar as concepções educacionais veiculadas e utilizadas na década de 50, nos Estados Unidos, forçando-nos refletir sobre algumas concepções educacionais, descritas a seguir.
A primeira prática educacional apresentada, já nas primeiras cenas do filme, remete-nos aos conceitos e pressupostos da escola tradicionalista, quer pelo regime disciplinar imposto, pela excessiva carga ritualística vista na recepção dos alunos, na disciplina exigida na estruturação das salas, na transmissão dos exercícios e dos conhecimentos de alguns docentes, logrando assim o pomposo e orgulhoso título de excelência de ensino por ser o “berço dos futuros líderes da América”.
Os professores, homens, em sua maioria ou até a apresentação de John Keating (Robin Williams), detêm os papéis de centralizadores do conhecimento e de disciplinadores da turma, por meio de ensino pautado na repetição e memorização do saber transmitido, promovendo a competição entre os alunos para a obtenção do melhor resultado.
A instituição escolar, sob as égides do diretor, orgulha-se de seu sistema ortodoxo, formal, conversador, desvinculado do mundo e das necessidades educacionais de cada integrante ou de cada turma e do prestígio que possui na sociedade.
No entanto, todo rigor e tradição são rompidos com as aulas e a postura do professor John Keating, que entra assoviando em seu primeiro dia de aula e aos poucos com o lema latino “carpe diem” desconstrói o saber e o agir dos alunos, conduzindo-os a apreensão do momento, com uma aprendizagem mais significativa em espaços não convencionais, de recepção e estímulo, propiciando assim, um ambiente democrático, como pregava as concepções da Escola Nova.
As aulas do professor vão reafirmando e redimensionando a identidade dos discentes ao passo que os insere num contexto de argumentação, refutação, criação, elementos que geram uma afetividade e um respeito recíproco que desperta o deleite.
Neste cenário, a cena que mais nos despertou atenção foi quando John soube respeitar o tempo do aluno e não o repreendeu por não ter feito a tarefa – elaboração do poema -, ação pouco difundida em nosso cotidiano institucional – é claro que nem todos alunos são comprometidos como o do filme -, talvez pela inexistência de confiança e respeito. Além de respeitar seu momento, John concede-lhe credibilidade para continuar. 
As atitudes e o fazer de John mostra-nos que ao professor compete revolucionar o seu ensino e que, o ensino-aprendizagem dependem do seu querer, do seu fazer, do seu planejamento e, principalmente, do saber respeitar e conhecer seu aluno, para que possa, por meio de um objetivo comum, humanizá-los, com a prática de um ensino que respeite a individualidade e os interesses dos alunos, visto como descoberta das suas próprias iniciativas, em que a sala de aula seja vista e funcione como um laboratório democrático que responderá as necessidades reais, ideias dos estudantes.

Sabrina Simone de Chico: A cena escolhida foi a do filme “Sociedade dos Poetas Mortos”. (37:03 a 38:34 minutos) 
Em relação ao filme pude constatar algumas concepções filosóficas não críticas e a filosófica crítica.
Mas a cena de minha escolha, que mais me chamou a atenção, foi quando o personagem de Robin Williams, o professor Sr. Keating subiu na mesa da sala de aula e incentivou os alunos a subirem também, dizendo que devemos enxergar as coisas de um modo diferente. Quando ler um livro não é para apenas considerar o que o autor acha, mas o que nós achamos. Devemos olhar ao nosso redor e reagirmos conforme for necessário e não ficarmos submissos e acomodados. Precisamos nos lançar e descobrir novos horizontes. 
A partir desse insight, dá o sinal para a troca de aula e o professor pede para cada aluno trazer na próxima aula um poema com a autoria deles, um trabalho original. Todos os alunos reclamam, mas vejo grande importância neste trabalho, necessitamos dessa linguagem ressaltada pelo professor, inovando a individualidade à credibilidade de cada educando. 
Os métodos de ensino não podem prevalecer no âmbito tradicional e autoritário, precisamos orientar que os alunos aprendam a pensar por si mesmos, sejam críticos e tenham o conhecimento para uma democracia verdadeira, nunca esquecendo que o contato afetivo é a relação adequada para professor/aluno.
Portanto o filme e a cena nos faz perceber a extraordinária importância do professor diante dos alunos. Como educadores devemos instigar a formação dos cidadãos. Sendo assim, essa cena é uma concepção filosófica crítica, pois inventar, criar, argumentar, praticar o livre-arbítrio também é papel do aluno.



Tenham um ótimo final de semana!


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